quarta-feira, 20 de junho de 2018

‘Mar’súpio


Músicas e cheiros lembram pessoas. Lugares e formatos em metamorfose também. Inverdades, inclusive. O presente é de presença única e de ausência necessária. Agradecer por gerar amor é presente. Tempo presente; presente de Deus. O amanhã pertence ao Criador e às criaturas. É só o que temos. 

"Dois" - Tiê


Thaís Livramento
20 de junho de 2018

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Notas sobre detalhes


Músicas descrevem muito sobre os contextos. Nem sempre os cantos encantam. Em cantos existem detalhes. Às vezes a indiferença descreve um bloqueio por não admitir sentir e ser diferente. Pessoas grossas não conhecem as delicadezas dos detalhes que encantam e estão ou podem virar canções. Faz parte da sensibilidade individual.





Thaís Livramento
11 de maio de 2018


quinta-feira, 17 de maio de 2018

Sorte



Hoje acordei e estava faltando água encanada. No trabalho passei maior parte do tempo sem conexão com a internet e sem sinal de celular. Comprei uma marmita que no lugar de frango, serviram carne de porco – além de não gostar, me faz mal. Logo mais chego em casa e me encontro à boa energia que tem meu cantinho. Lá eu resolvo o que quero/devo fazer. Azar é não detectar o que há de mais importante na vida.

Thaís Livramento
17 de maio de 2018

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Na Ilha


Ah, o mar...
Quantos são os navegantes que respiram os ares dos mares?
Ares de brisa que sopra subjetividade,
Que toca o rosto e não desfaz o registro na areia.
Ah, mar... Amar – verbo transitivo direto.
Indireto é o que vem acontecendo direto.
Amar exige cuidado. Amor também.



Thaís Livramento
14 de maio de 2018

quarta-feira, 9 de maio de 2018

A Esperança


Uma voou da janela do quarto,
A segunda saiu pela porta da cozinha,
A outra foi pra Ilha. Mas esta volta.




Thaís Livramento
09 de maio de 2018

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Coração Saudável


Sempre haverá uma canção cantando tudo de mim, mas só eu mesma sei contar os fatos sobre mim. Outro dia me peguei pensando em como poderiam ser os movimentos de rotação e translação.
Na medida em que a gente se movimenta, o nosso mundo vai girando e fluindo ao redor do que fazemos. Várias pessoas chegam para mim e me indagam como posso estar bem em maior parte do tempo. Refleti sobre isto e me observei mais, e a resposta está nas ações de minhas tantas reboladas de 360 graus.
É preciso estar em movimentos circulares o tempo todo para driblarmos as maldades que existem no mundo. Em outros tempos, jamais deixaria passar qualquer mensagem lançada no ar que pudesse ser associada a mim, e já saía devolvendo para os ares sensações de defesas que só me faziam mesmo gastar energia. Era tão ferida que tinha a necessidade de projetar as feridas.
Por algum tempo vivi acostumada com tratamentos estúpidos, ao ponto de querer me convencer de que aquilo era uma normalidade e ter admiração por bons tratamentos, enquanto eles não passavam de um fato normal.
Para que eu enxergasse estas coisas, precisei iniciar um processo de transição que deve ser avaliado e atualizado dia após dia. É fato de que nenhuma pessoa ferida se cura projetando a sua dor nos outros, mas, a troco de quê alguém te fere sem que você faça o mesmo? É bem aí que surgem as possibilidades de passarmos por situações mesmo sem querermos ou percebermos.
Lembro que eu me sentia triste por não saber lidar com tais contextos e para me proteger, aumentava a tensão em uma relação que vivia comigo mesma. E como me fazia mal... Me frustrava e a dor que eu sentia por dentro, era diminuída na medida em que eu me ‘acostumava’ com tal situação – hora penso que por medo, hora por comodismo.
Abrir o meu coração para mim mesma sem medo de que ele fosse quebrado, foi o primeiro passo para eu iniciar o desenvolvimento de um amor próprio grande (tão grande, mais tão grande!), que minha autoestima elevada já foi confundida algumas vezes com metidez e ‘se achança’. Hahahahahahahaha... - Sou fã destes termos que crio dia após dia, bem do jeito que sou fã de mim mesma!
Dar um tempo com o coração é diferente de fechá-lo para as relações. Mas, quando se trata de uma relação consigo, deveria ser algo proibido, uma vez que o amor próprio pode ser a solução de muitos por centos de problemas que não sabemos que temos, e nem como resolvê-los.




segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Partiu?

2017 foi um ano que, por várias vezes, tive a sensação de que nunca acabaria. Mas o 31 de dezembro veio como a Quarta-Feira de Cinzas de um Carnaval intenso, agitado e que me deixou bem cansada.
No início do ciclo da minha nova idade, já fui agraciada com um presente que muito pedi a Deus: um emprego bom na cidade que resolvi morar, que contribua para a minha vida pessoal e profissional. Penso que este foi um dos primeiros marcos para que eu iniciasse bem o ano de 2018.
Diferente dos últimos anos, não passei o reveillon abraçada a um companheiro para me sentir bem. Me senti acolhida pelas manifestações e retornos do que há um bom tempo venho pedindo a Deus.
2018 começou com diferenciais que me direcionaram para a paz, uma vez que há cerca de uma década minha vida passou por inúmeros e constantes Carnavais, me deixando ressaqueda de tanto pular, rebolar e remexer pra não deixar a peteca cair. Inclui-se aí também os porres de substâncias não conceituais com efeitos e dores de cabeça muito mais fortes do que qualquer cachaça da pior qualidade é capaz de causar.
Confesso que apesar de um ano bem difícil – tive até perdas de entes queridos – 2017 foi de muito aprendizado e exercício de intimidade com Deus. Dei conta de tantas coisas sozinha... Jamais imaginava que pudesse tomar decisões gigantes e olhar além do que estava a um palmo do meu nariz. Na verdade, sempre me via tendo que me apoiar e tendo que discutir coisas com alguém, tendo sempre que influenciar em minhas decisões. E este ano já caí na real de que se as decisões são minhas e se referem à minha vida, cabem, em primeira mão, a mim decidir o que é ou não viável para meus projetos. Se alguém entender que possa somar ou multiplicar para o bem... Seja bem vindo! Se a intenção for subtrair ou me dividir... Tô fora! O que sempre estive dentro e jamais deixarei de abrir mãos, chama-se apoio familiar. Graças a Deus tenho em minha mãe e meu pai alicerce e porto seguro, e minha irmã e meu irmão como meus melhores amigos!
Em 2017 a régua subiu ‘na marra’, e em 2018 subirá ainda mais, mas, com consciência e desfrutando da sabedoria que dia após dia peço a Deus. Inclusive, no auto aprendizado adquirido, observo que minha independência é fruto da força interior que descobri somente depois que precisei buscá-la para conhecê-la.   
Desde 2016 que minha ficha vem caindo e eu percebo que algumas pessoas mesquinhas e que não me agregam nada não devem mais fazer parte da minha vida. E a faxina de gente nociva tem manutenção diária. E por mais que isto cause dupla interpretação de quem ler este texto, 2018 está ainda mais focado no amor próprio que venho trabalhando há algum tempo. E desde então, está difícil achar e manter alguém à altura das minhas expectativas - os verdadeiros amigos permanecem, pois até certas 'amizades' tem feito parte de eliminações 'sem paredão'. E é aí que a régua tende a subir ainda mais...
Foi no segundo semestre de 2015 que caí na real que mundo dá voltas, e mesmo que demore aparecer, a verdade sempre vence a maldade mentirosa de pessoas mal resolvidas e mal amadas. Sim, infelizmente este plano está cheio de pessoas que sentem prazer em ver o outro sofrer. Mas nestas voltas que o mundo dá, me liguei também que posso explorar seus vários cantos: seja dentro da minha casa, numa cidade vizinha, em um estado já conhecido (ou não) e até culturas de outros países. E esta concepção não tem prazo de validade, pois uma das ideias é não parar de conhecer gente interessante – e quem nada acrescenta, ‘passa reto’, por favor. Talvez também, eu pare de buscar por estas ‘paradas culturais’ que agora não consigo conceituar, mas, até lá a aventura será fantástica!
O ideal é não ansiar pelo final feliz, pois felicidade não deve ter fim. Partiu para ser feliz? Feche os olhos, mentalize coisas boas, converse com Deus e faça a sua parte! Não me canso de repetir que 2018 é meu, e se você quiser fazer parte deste projeto positivo – cada um com foco em sua vida - seja bem vindo!!! 

Registro da última virada de ano
Praia da Costa - Vila Velha/ES