segunda-feira, 4 de abril de 2016

A Borboleta Preta

Hoje à tarde eu vi uma borboleta preta entrando em minha casa. Junto ao significado da liberdade e de que a cor preta é a concentração de todas as cores juntas, observei a frequência das asas dela e não a impedi de seguir seu caminho. Algumas horas depois fui tomar banho e lá estava ela. Com cuidado toquei-a de dentro do box e ela pousou na planta artificial do arranjo do banheiro. Terminei o banho e comentei com minha mãe:
- Mamãe, desde cedo esta borboleta está aqui em casa!
- Ah, é? Então faça um pedido a ela! – disse minha mãe.
Mamãe saiu, sorrindo se despediu a caminho da casa da minha avó. A borboleta está em meu quarto e a presença dela, neste momento, é minha única cia. A observei mais e vi que ela não é preta de perto, só de longe. Nem sempre as coisas são o que parecem. Não pedi nada a ela, apenas a agradeci o quanto ela me despertou para em mais um contexto, poder avaliar minha metamorfose ambulante. 




domingo, 13 de março de 2016

Passados Presentes

Lembro com perfeição e detalhes, o dia em que fui até o consultório médico apresentar um exame de sangue, o qual após lido constatou que posso ter dificuldades para engravidar. Como foi difícil receber e processar esta informação... Mas o tempo passou e eu entendi que possibilidades de ser mãe com filhos gerados da minha barriga existem – por menores que sejam, além de existirem outras formas de me tornar mãe, uma vez que muitas crianças nascem de outra barriga para serem amadas e geradas nos corações de outras pessoas.
Uma coisa que marcou muito este contexto, foi que meu exame apontou que tenho FAN Positivo - que é um grupo de auto-anticorpos em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico. Todas as pessoas que têm Lúpus - doença autoimune que pode afetar principalmente pele, articulações, rins, cérebro, e também todos os demais órgãos, têm FAN Positivo. Mas uma minúscula parcela (tipo 1 em 1 milhão) das pessoas que tem FAN Positivo, não têm Lúpus. E foi bem isto que a reumatologista me explicou: nesta situação, eu sou 1 em 1 milhão!
Pois bem, por qual motivo estou contando esta história que nunca tornei pública?
Vamos lá: Há 17 anos tive um amor de adolescência que marcou muito. Namoramos. De um jeito bem inocente, namoramos. Por uma série de razões, nos distanciamos. Mesmo que o tempo tenha passado, sempre que nos víamos ficávamos incomodados. Inclusive, evitávamos nos encontrar. Ele sempre foi lembrado nas conversas que surgiam com amigos de infância em comum, bem como eu nas dele. E o tempo passou. Uma vez ou outra nos víamos de relance, talvez passando na rua. Nem sempre nos cumprimentávamos. Algo do passado incomodava. Pelo menos a mim. E a ele também.
O tempo passou. E passou. E passou mais. Muitas coisas aconteceram em minha vida e na dele também. Dentre estas coisas, tive alguns namorados e cheguei a casar. E ele também. Bem muito antes de mim ele se separou e eu tinha planos em meu casamento, dentre eles, ser mãe. E não fui. Por uma série de razões desgastantes, meu casamento acabou, e no início do segundo semestre do ano passado, resolvi não viver mais de aparências matrimoniais e dar o pontapé inicial para a separação. Separei-me. Ao saber da separação, o amor da adolescência se aproximou de mim de uma forma diferente: eu em uma cidade e ele em outra que fica há cerca 300 quilômetros de onde moro. Mesmo distante fisicamente ele se tornou uma pessoa muito próxima em um momento muito difícil pra mim.
Passou um tempo, nos encontramos pessoalmente pela primeira vez. A sensação de borboletas na barriga de quando éramos adolescentes foi a mesma naquele momento. Conversamos. Como no passado, até o primeiro beijo da segunda temporada foi desconsertado. E nos despedimos. O contato por celular e rede social passou a ser diário e frequente, e, desde então, sempre que podíamos nos víamos. Começamos a namorar. E, sempre que podemos nos encontramos pessoalmente.
Há poucos meses estamos namorando e, mesmo que tenhamos passado por diversas situações que inicialmente tinham a intenção de nos afastar e interromper nosso relacionamento, estamos muito felizes. Muito mesmo! Ao contrário das intenções maldosas, no uníamos mais. E permanecemos nos unindo mais.
E o que tem a ver esta história com a que iniciei este texto? Que pela segunda vez, fui 1 em 1 milhão! Quantas pessoas gostariam de poder reativar uma história do passado, pra saber o que resultaria no final, após adquirida uma maturidade? 
Olha, se este relacionamento é pra sempre, eu não sei. Até porque, o pra sempre eu já busquei e não foi. O que tenho certeza é que só saberei se posso gerar filhos ao conseguir engravidar. O que tenho para o momento é poder gerar, ao lado de uma pessoa que faz muito por mim e me faz muito bem - e vice-versa, são bons sentimentos que há muito tempo eu desconhecia! E ele também. 

♪ Beija eu,
Beija eu,
Beija eu, me beija.
Deixa
O que seja ser ♫
(Marisa Monte)



sábado, 1 de agosto de 2015

Sobre Fé

Outro dia me peguei avaliando casos, coisas e pessoas no que se refere ao contexto da Fé. Já faz algum tempo que tenho me contrariado às questões da educação religiosa que recebi por enxergar que quando se trata de um bem comum, diz respeito que a Comunidade atue, não apenas uma só pessoa.
Preguiça de ir pra Igreja aos domingos não cabe mais nos dedos das mãos se for parar pra contar. Mas o bacana é que um amigo e vizinho muito religioso me ligou perguntando se eu o ajudava a incentivar meu irmão a participar de um retiro espiritual. Eu disse que sim, mas acabou que tantas outras atividades que até então se tornaram mais interessantes, que nada fiz pelo pedido. Três dias se passaram e ele me ligou. Eu não menti, disse que nada fiz pelo pedido e ele me disse que já estava tudo certo, que o que precisaria era de uma ajuda para uma dinâmica. Me dediquei e constatei mais uma vez o quanto meu irmão é amado e quando se trata das coisas de Deus as pessoas não medem esforços.
Quando fui escrever uma homenagem para meu irmão, me peguei escrevendo com o coração e uma parte do texto dizia o seguinte:
“Hoje é um dia muito importante porque acordei e sei que você, nossa irmã, mamãe e papai estão vivos, bem e com saúde. E ele se tornou ainda mais importante porque você optou por mais este ‘sim’ para Deus. Esta sua demonstração de fé começa a reativar a minha que está numa constante tão parada.”
Ao ver tantas pessoas unidas e felizes em prol da bondade, meu coração foi tocado pelo poder do Espírito Santo. Reativar a minha Fé consiste também em enxergar nas coisas o que há de positivo mesmo que o desfecho da história não seja o mais interessante aos meus olhos. E é isto: Deus está em todas as coisas, o que preciso fazer é passar a enxergar as coisas que antes eu apenas olhava. 


sábado, 25 de abril de 2015

O show virou choro

Enquanto sensibilidade é conceituada como tendência natural que reage aos estímulos, muitos a denominam por frescura. Analisar e conceituar palavras e situações, ficam mais evidentes quando, além de um contexto, existe a participação de pessoas opacas envolvidas. Talvez, o maior erro seja agir esperando que o outro aja como se age. Esperar boas reações é o mínimo de quem quer o bem e busca fazer o bem, mesmo que este esteja relacionado apenas a práticas, não à legalidade elaborada pela sociedade.
A data social nem é notada, principalmente quando santos batem. Há muito o que ser aprendido em boas relações de amizade. Outro fator influenciável é o profissional. Enquanto pessoas carecem de atenção, contato físico e realizar a troca de energias, outras preferem se fechar em um ciclo e focar na linguagem tecnicista. Não, não existe complexo de inferioridade da parte que não se adequa apenas ao que é técnico, já que a escolha profissional foi muito bem feita e demonstra satisfação.
O que não é satisfatório é notar que a inclusão pode ser feita apenas quando se existe um interesse, mesmo que este seja de um local somado às práticas culinárias. A exclusão causa o choro e desconforto – para que é excluído, é claro. Quando este é dotado de manha então... Ou frescura? Não, é sensibilidade.
A verdade é que só pessoas que realmente representam algo para alguém terão a condição de ofertar bons sentimentos, bem como entristecer.
Se é pra chorar, chore. O choro que dura uma noite pode permanecer pela manhã.


segunda-feira, 20 de abril de 2015

Vale Reflexão

Novamente, após um tempão volto aqui para uma publicação. Por coincidência, mais um editorial do Jornal O CAPIXABA.
O Município que resido, minha Terra Natal, completa 51 anos de emancipação político administrativa este mês, e o Jornal O CAPIXABA, 4 anos de vida!
Parabéns pra nós!!! \o/




EDITORIAL

Em todo aniversário e ao lado das pessoas que mais gostamos, abrimos presentes e oportunidades para reflexão. Nestes quatro anos, compreendemos que, de fato, tempo é relativo. Estes 48 meses parecem poucos diante de tantas histórias que contamos em tantos quilômetros que percorremos em escritas. 

Nesta edição comemoramos nosso quarto aniversário. Como presente, nos brindamos com os 51 anos de emancipação político administrativa de Pinheiros, que, inclusive, já iniciou as festividades.
Certamente estar entre as cidades mais violentas do País não é orgulho para nenhum pinheirense, mas, ao contrário disso, temos muito que nos orgulhar, já que nossa história é rica de cultura.
Ser portal da região Doce Terra Morena somando características muito particulares, tanto na economia, quanto na cultura e nos aspectos sociais, é motivo de alegria, já que em uma minúscula região geográfica, o povo capixaba pode se esbanjar de tanta brasilidade. 
Com cerca de 25 mil habitantes, após algum tempo sem comemorar o aniversário da Cidade em grande estilo, Pinheiros, que é palco de uma cultura mista, deu início oficialmente às solenidades comemorativas dos seus 51 anos de vida. Se tem festa, há críticas. Se não tem, há também. Cabe a cada um de nós avaliarmos a programação de forma participativa para, então, falarmos o que é ou não conveniente. É perceptível que muita gente que só fala mal e só faz criticar, está adepto a perder tempo e não apresentar soluções. Perder tempo nunca foi uma atitude das mais louváveis, e falar por ouvir dizer é agir como um papagaio alienado.
As crises são importantes para transformações e crescimento, e embora possa parecer que não existam motivos para comemorações, nosso desejo é de que as nossas dificuldades possam nos impulsionar a crescer. É nisso que o Jornal O CAPIXABA e todos nós devemos e precisamos apostar!







sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Bom Recomeço!

Faz tempo que não venho aqui... E como o ano está apenas no início, compartilho com vocês o editorial que escrevi e foi publicado na primeira edição do ano do meu jornal – Jornal O CAPIXABA!

Ah, e por falar nele, conheçam:



EDITORIAL

Acabou 2014! E diferente de algumas profecias, o mundo não. Embora a vida seja feita de ciclos, 2014 passou rápido e foi um ano muito feliz no Jornal O CAPIXABA, o que nos deixou com sentimento de dever cumprido. E mais do que o ano passado, já estamos estudando novos projetos para superarmos todas as expectativas deste ano que apenas teve início.
Quando revemos metas, estabelecemos propósitos e realidades, a frase “Ano Novo, Vida Nova” deixa ou não de ser um chavão? Para que o ano seja realmente novo, os ânimos devem ser refeitos. Para que os objetivos sejam alcançados, é preciso também trabalhar no desapego do que não fez bem e deixar no passado, pois um ano é realmente novo quando o ciclo se inicia e impossibilita a repetição do que não teve final feliz. A vida nos dá inúmeras chances a cada instante para recomeçar…
Ciclos são abertos e fechados diariamente. Alguns demoram mais para serem concluídos, mas em todas as manhãs podemos encontrar oportunidades e chances de analisar o que é certo ou errado para fazermos melhor hoje.
Oportunidades? Temos todos os dias, semanas e meses. A vida é uma eterna escola, que nos ensina novas lições a todo instante, e, sem dúvida, é preciso colocar em prática o que se aprende. Jamais podemos deixar de lembrar que sempre vale a pena recomeçar. Sempre vale a pena ter amanhecido.
Desejos, objetivos e estratégias são produtos de três sistemas diferentes do cérebro, operados com autonomia, porém, de forma integrada. Portanto, inicie ciclos com pensamentos positivos e não se deixe contaminar pelo papo de gente cansada da vida que o que sabe fazer de melhor é reclamar da vida.

Feliz 2015 e bom recomeço!


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Sobre comodismo e ação nenhuma

Ignorância? Vou falar o que é ignorância: ignorância é ficar lamentando, xingando e faltando respeito o tempo todo nas redes sociais por um resultado de eleição que já foi dado.
É fato de que a dor de quem perde é tão grande quanto à alegria de quem ganha, mas quer mudança? Dá pra iniciar acompanhando trabalhos governamentais como, por exemplo, frequentando sessões nas Câmaras de Vereadores, cobrando ações da Prefeitura, fiscalizando e denunciando posturas inadequadas de governos (federal, estadual e municipal), senadores, deputados, vereadores...
Se não tiver ao alcance, dá também para participar da diretoria do bairro, de alguma ONG ou sociedade protetora de alguma coisa (animais, crianças, idosos...). E se ainda não tiver ao alcance, dá também para exercitar mais o cérebro, já que há controvérsias no ditado popular: “de pensar morreu o burro”.
Lamentar e se entristecer faz parte. Em certas situações eu também lamento, me entristeço, questiono, sou deselegante quando necessário (consciente ou não). Mas lamentar com a bunda pregada na cadeira é que não gera nada, além de desconforto e chatice.
E como nem tudo é do jeito que a gente quer, lamentações e comodismos permanecerão, bem como a falta de respeito e a sociedade contextualizada em diferentes pontos. Se tem coisa que gosto de perder é peso, e ganhar é dinheiro. Mas nem tudo acontece da forma e proporção que a gente quer... Vida que segue!